domingo, 3 de maio de 2009
Petrobras é pré-classificada para buscar petróleo no Uruguai
A Petrobras foi pré-classificada para a licitação da prospecção e exploração de petróleo na plataforma continental uruguaia, informou hoje a Ancap (companhia estatal de combustíveis do Uruguai).
A empresa brasileira terá como concorrentes YPF e Pluspetrol, da Argentina; BHP Billiton, da Austrália; Galp, de Portugal; e PDVSA, da Venezuela. Agora, elas têm até 30 de junho para apresentar suas propostas concretas de prospecção.
Na primeira fase, um total de 20 empresas havia mostrado interesse e a maioria delas comprou informação e dados do estudo sobre a plataforma marítima que a Ancap encomendou a uma empresa norueguesa, por US$ 8 milhões.
Após esses estudos, a área do oceano Atlântico em frente à costa uruguaia foi dividida em 11 blocos, divididos em dois níveis, de acordo com a complexidade. Cada um deles será licitado individualmente, para petróleo e gás.
Na segunda etapa de pré-classificação, a Ancap levará em conta o plano de prospecção, o custo de exploração e a margem de participação que oferecida ao Estado uruguaio.
Segundo as estimativas dos técnicos da empresa uruguaia de combustíveis, uma vez finalizado o processo, ainda vai demorar pelo menos três anos até que os estudos apontem, com certeza, se realmente existe petróleo e gás na plataforma uruguaia.
O Uruguai importa todo o petróleo que consome e, por isso, o preço dos combustíveis é frequentemente afetado pelas oscilações em sua cotação internacional.
sábado, 25 de abril de 2009
Jogos no México terão portões fechados devido à gripe suína
O surto de gripe suína fez com que os dirigentes do futebol mexicano decidissem que algumas partidas do campeonato local, programadas para este fim de semana, fossem realizadas com portões fechados.
O duelo entre Pachuca e Cruz Azul, no estado de Hidalgo --próximo à capital mexicana-- será disputado neste sábado sem a presença do público, segundo informou o diário 'El Universal'.
A mesma decisão foi tomada em relação a duas partidas marcadas para domingo. Nelas, o Pumas, do técnico brasileiro Ricardo Ferretti, vai encarar o Chivas, enquanto o América receberá o Tecos no Estádio Azteca. Os dois jogos serão na Cidade do México.
A medida adotada pelos dirigentes do país segue as recomendações das autoridades sanitárias, que pediram à população que evite aglomerações para prevenir o contágio.
O secretário-geral da federação local, Decio de María, admitiu a importância da decisão "A sociedade merece o apoio de todos", disse.
Segundo a imprensa mexicana, o América poderia ter um prejuízo de 3,5 milhões de pesos. No entanto, um dirigente do clube afirmou que os torcedores que já adquiriram seus ingressos poderão utilizá-los em partidas posteriores ou solicitar o reembolso.
A capital mexicana é a zona do país mais afetada pelo surto de gripe suína, que já matou 20 pessoas.
sábado, 18 de abril de 2009
Obama deseja estabelecer diálogo direto com América Latina e Caribe
Durante uma hora e meia, Obama se reuniu com os líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), incluindo alguns de seus detratores, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales.
Segundo todos os participantes, o clima do encontro foi "excelente", "positivo" e "franco".
"Todos pudemos falar e ele nos respondeu um a um", afirmou o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez.
Chávez, que há algumas semanas chamou Obama de "pobre ignorante", presentou o presidente americano com um exemplar do livro "As veias abertas da América Latina", do uruguaio Eduardo Galeano, com uma dedicatória pessoal: "Para Obama com afeto".
Obama, que na sexta-feira afirmou que nas relações do continente não devem existir sócios maiores ou menores, manifestou o desejo de "manter um diálogo direto com os colegas do Sul", revelou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.
"A visão dos Estados Unidos em relação à América Latina está mudando. Que os Estados Unidos aceitem um diálogo com a Unasul é uma coisa nova, um sinal de respeito grande", completou o ministro.
O ambiente cordial nas primeiras reuniões da V Cúpula das Américas abre a possibilidade de que o veto que alguns países latino-americanos prometeram apresentar à declaração final no domingo não aconteça.
O texto continua sendo discutido nos bastidores. Se um grupo de países se negar a assinar a declaração, uma situação inédita na história do evento, esta pode ser assinada sem consenso ou nem ser assinada, o que ofuscaria os resultados da reunião continental.
"Vamos aguardar o fim da reunião, mas acredito que se o clima que prevalecer for o mesmo que se viu na reunião entre Obama e a Unasul, o resultado será muito positivo", explicou Amorim.
A questão do embargo a Cuba, que não está presente na declaração final, é o principal tema que bloqueia o documento.
"Obama tem a obrigação de reparar um dano político e econômico a Cuba", insistiu o presidente boliviano Evo Morales, que reiterou que não assinará a declaração no estado atual.
No entanto, desde que desembarcou em Trinidad, Obama tem demonstrado sinais de abertura e afirmou que seu governo está pronto para um novo começo com Cuba e para ter um diálogo amplo com as autoridades da ilha, após 47 anos de embargo.
Aos líderes da Unasul, Obama reiterou neste sábado a boa vontade.
De acordo com o chanceler brasileiro, um avanço nas relações entre Cuba e Estados Unidos é o gesto que todos os países latino-americanos e caribenhos esperam.
"Agora é preciso esperar que aconteça um avanço em relação a Cuba. Houve pequenos passos na direção direção correta e agora, ao invés de ver quais serão os próximos, tem que existir um diálogo direto", opinou.
"Não compete a nós dizer como deve ser este diálogo, mas acredito que existe a abertura necessária para que aconteça e eu percebo que as coisas vão mudar nesta direção", insistiu.
O presidente cubano, Raúl Castro, também manifestou a disposição de conversar com Obama com uma agenda aberta e ampla.
Neste sábado, os líderes do continente celebrarão três plenárias concentradas em questões como a prosperidade, a energia limpa e sustentável e a democracia para as 800 milhões de pessoas que representam.
sábado, 28 de junho de 2008
Nicarágua critica a defesa que Brasil e Colômbia fazem aos biocombustíveis
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, se manifestou abertamente contra os biocombustíveis e criticou o projeto do Brasil e da Colômbia nesse setor, afirmando que, ao invés disso, deveriam produzir alimentos porque "é isso o que faz falta".
"Não compartilhamos em absoluto do projeto dele [o presidente Luiz Inácio Lula da Silva], que é um sonhador", afirmou Ortega na sessão de trabalho do Plano Puebla Panamá, na qual se encontram também seis presidente da América Central, do México e da Colômbia.
Em meio à tensão entre Bogotá e Manágua pelas críticas da Colômbia de que Nicarágua faz apologia do terrorismo, Ortega questionou o presidente colombiano Álvaro Uribe na questão dos biocombustíveis.
"Os países centro-americanos não têm magnitudes como o Brasil e a Colômbia para produzir biocombustíveis", declarou Ortega, afirmando que seu país está mais preocupado em produzir cana e feijões.
Imediatamente o presidente de Colômbia, segundo país da América Latina na produção de biocombustíveis, além do Brasil, pediu a palavra e quis intervir, mas o anfitrião Felipe Calderón determinou que os discursos continuarem de acordo com a ordem estabelecida, e que, nesse momento, correspondia a Ortega.
"Sugiro que terminemos com as apresentações, e onde está previsto o diálogo, façamos o debate, a fim de que possam cumprir com a agenda e nos dedicarmos totalmente ao tema que para mim é apaixonante", afirmou Calderón.
"Nós estamos preocupados com a produção de cana e feijões", insistiu Ortega ao retomar seu discurso. "Na Nicarágua é pecado mortal falar de biocombustíveis", enfatizou.
Ortega criticou que no Brasil o biocombustível esteja na moda pela ameaça que representa para a reserva natural do Amazonas. "Deveríamos produzir alimentos, que é o que faz falta".
"É grave que nos Estados Unidos estejam convertendo o milho em combustível porque não estão pensando no povo e sim nos lucros", conclui.
Os países reunidos neste sábado visam a reformar o Plano Puebla Panamá para responder às necessidades de desenvolvimento da região mediante 22 projetos em 9 áreas, incluindo energia, moradia e infra-estrutura.
O Plano Puebla Panamá foi criado em 2001 por convocação mexicana e compreende os dez estados do sul mexicano, assim como todos os países da América Central e a Colômbia, que aderiu ao grupo em 2006.
Outro assunto abordo foi o pedido do México de que as nações da América Central e a Colômbia resolvam suas diferenças através do diálogo político, segundo afirmou o presidente Felipe Calderón na abertura da cúpula, uma alusão a tensão gerada entre Bogotá e Manágua.
"O México apela à intensificação do diálogo político e para resolver as nossas diferenças" na região, disse Calderón durante a cerimônia de abertura na cidade mexicana de Villahermosa, onde estiveram presentes presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Nicarágua, Daniel Ortega.
A reunião dos presidentes ocorre após a tensão gerada na semana entre a Colômbia e a Nicarágua, quando o governo de Uribe acusou Ortega de fazer apologia ao terrorismo.
A disputa ocorreu quando Ortega disse que Uribe tinha intenções de matar duas colombianas e uma mexicana que sobreviveram a um ataque do exército da Colômbia, no Equador, contra as Farc, em 1º de março.
As mulheres foram chamadas pela justiça equatoriana, mas obtiveram asilo na Nicarágua.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Apesar de Fidel, capitalismo chega às ruas de Cuba
da BBC Brasil
O capitalismo chegou a Cuba. Levado na bagagem dos milhares de turistas que visitam o país todos os anos, ele pode ser visto em um passeio em Havana Vieja, a parte colonial da cidade, que está sendo rapidamente restaurada para atrair visitantes estrangeiros.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse tido tempo de passear pelo local, teria notado uma paisagem bem diferente da que ele viu na cidade em 2003, em sua primeira visita à cidade como presidente - embora como ele mesmo disse, venha visitando Cuba desde 1985.
Neste período de pouco mais de quatro anos, a mudança é visível. Andares térreos de prédios antigos foram restaurados e agora abrigam lojas de roupas, eletrodomésticos, artesanato e incontáveis cafés, restaurantes e bares.
Em 2003, havia farmácias antigas, e os prédios restaurados abrigavam apenas escritórios do governo e outras atividades menos vistosas.
Carrões e ônibus chineses
Os famosos carrões americanos dos anos 50 ainda rodam pelas ruas de Havana. Mas agora já dividem espaço nas ruas com carros novos europeus e ônibus chineses. A China, aliás, ganha cada vez mais espaço na ilha.
Os cubanos continuam recebendo salários em pesos cubanos, e com eles compram os produtos básicos subsidiados --até o limite estabelecido pela caderneta do governo-- mas a economia capitalista é em CUC.
CUCs são os pesos conversíveis, a moeda criada pelo governo cubano para substituir o dólar na economia paralela à economia estatal.
Ao trocar dólares por CUCs, o turista perde 20% do valor, cobrado em impostos. Ou seja, Cuba ainda conseguiu ter uma moeda mais valorizada do que o dólar americano. Mas a maior diferença é em relação ao peso cubano. Um CUC compra 24 pesos cubanos.
Injeção de dólares
Junto com o turismo, são os dólares enviados por parentes que moram no exterior - calcula-se que sejam cerca de 1,2 milhão de pessoas, o equivalente a 10% da população - que movimentam a economia cubana.
E são eles que alimentam a desigualdade que já se vê com nitidez em Havana: enquanto médicos, professores e outros funcionários públicos sobrevivem com salários em torno de 25 CUCs por mês, taxistas, camareiras, garçons e qualquer outro profissional que trabalhe com o turismo tem a possibilidade de ganhar quase o equivalente por dia-- de gorjeta.
Isso significa que os empregos ligados ao turismo são os mais disputados, e normalmente obtidos por influência política.
O que cria um outro dilema: num país comunista os empregos mais importantes para a sociedade são os que remuneram menos, enquanto trabalhos braçais que permitem proximidade com o turista estrangeiro possibilitam um ganho muitas vezes maior.
Lembretes
Nas lojas oficiais, o cubano pode comprar produtos básicos como leite, pão, frango e açúcar, em quantidades limitadas e, segundo alguns, insuficiente para o consumo.
Nas outras lojas, que também pertencem ao governo, encontra quase tudo o que se vê no comércio capitalista. Para que o turista não se esqueça de que está, afinal, num país comunista que não participa integralmente do sistema financeiro internacional, há sempre lembretes aqui e ali.
Euros são bem vindos, dólares são proibidos no comércio e só podem ser trocados nos hotéis, e cartões de créditos nem sempre funcionam.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u365131.shtmlquarta-feira, 16 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Lula vai a Cuba na expectativa de visitar Fidel
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com seu colega de Cuba,Fidel Castro, na próxima semana. Mas a certeza do encontro depende da autorização de médicos.
Lula viaja na segunda-feira para Guatemala, onde participa da cerimônia de posse do presidente eleito Álvaro Colom. Em seguida, vai para Cuba na companhia de vários ministros e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
"O presidente Lula tem intenção de se encontrar com o presidente Fidel Castro, de quem é amigo pessoal. Mas devido à situação de saúde [de Fidel] a possibilidade depende da opinião dos médicos. Mas o presidente Lula está muito feliz com essa possibilidade", afirmou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.
O porta-voz se referiu a Fidel pelo fato de ele estar se recuperando de problemas de saúde desde 31 de julho do ano passado. Em decorrência dos problemas de saúde, Fidel tem sido substituído interinamente na Presidência por seu irmão mais novo, Raul Castro.
Lula viaja na segunda-feira pela manhã para a Guatemala, onde fica apenas um dia, e depois segue para Cuba. Ele pretende ficar em Havana até terça-feira à noite quando será oferecido um jantar em sua homenagem e depois retornará ao Brasil.
Em Cuba, Lula pretende anunciar uma série de acordos bilaterais. As áreas de investimentos vão desde petróleo, lubrificantes, produtos de infra-estrutura até farmacêuticos e programas em saúde. Na área de saúde, deverão ser ampliados os acordos relativos à vigilância sanitária, aleitamento materno e vacinação.
Desde novembro do ano passado estava prevista a viagem de Lula a Cuba, mas o presidente acabou desmarcando a agenda. O porta-voz da Presidência informou que o adiamento ocorreu para poder ampliar a elaboração dos acordos bilaterais entre Brasil e Cuba.
Lula também vai se reunir com o presidente da República em exercício, Raul Castro, e o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón.
Também há previsão de encontros com estudantes brasileiros que vivem em Cuba.Na Guatemala, além das festas de posse do presidente eleito Álvaro Colom, Lula pretende discutir o biodiesel e programas de desenvolvimento na área social. Baumbach disse que os dois presidentes têm vários pontos de convergência sobre os dois temas.
Fonte: Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u362026.shtml